DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS, FINANÇAS E LEGISLAÇÃO

INTRODUÇÃO

Um antigo conceito de economia afirma “os recursos são sempre escassos e a necessidades são infinitas”, ou seja, saber lidar com os recursos disponíveis ou à disposição, saber fazer as melhores escolhas de onde, e como aplicá-los é papel fundamental do líder ou gestor, pois pressupõem intrínseco conhecimento dos conceitos de eficiência e eficácia em sua liderança.  Esta competência deve ser adquirida, ou melhor, desenvolvida no líder independentemente da organização na qual estiver desempenhando suas funções, podendo ser uma organização, religiosa, governamental, filantrópica, educacional ou empresarial.

Segundo Parnell, Kroll & Wright (2000) a avaliação e alocação dos recursos organizacionais depende basicamente da questão de saber se os recursos estão adequadamente alinhados com as estratégias da empresa e se eles são suficientes para a implementação dessas estratégias.

 

REFLEXÃO ACADÊMICA

Parnell, Kroll & Wright (2000), explicam que a abordagem das Estratégias é fundamental para alocação dos recursos (materiais e financeiros) organizacionais, entre as estratégias e as questões que poderão definir a alocação destes recursos estão:

  • Estratégias de nível empresarial, ou seja, missão e objetivos;
  • Estratégias de nível corporativo, estratégias para cada unidades de negócio;
  • Estrutura formal da organização;
  • Processo de decisão da empresa;
  • Cultura organizacional.

Os mesmos autores ainda consideram que os recursos físicos das empresas variam consideravelmente de uma organização para outra, algumas perguntas gerais podem ser formuladas na avaliação dos pontos fortes e fracos desses recursos físicos:

  • Qual a tecnologia disponível e necessária ao projeto/organização?
  • Qual a capacidade de execução da empresa frente ao projeto/plano?
  • A empresa possui fontes de suprimentos confiáveis e eficazes?
  • Qual o relacionamento com os fornecedores e cliente da empresa frente a necessidade do projeto/plano?
  • Qual a disposição geográfica e disponibilidade dos fatores de mão-de-obra especializada, recursos naturais e fontes de suprimentos?

As estratégias empresariais são fundamentais para a tomada de decisão na alocação dos Recursos Financeiros. Segundo Parnell, Kroll & Wright (2000) as estratégias de nível empresarial podem ser dividas em:

  • Estratégia de crescimento na alocação de recursos:

A estratégia de crescimento deve resultar em aumento das vendas ou da participação de mercado, se a empresa espera que esse crescimento possibilite um aumento do valor da empresa. O crescimento é conseguido através da capacidade de produção e força de trabalho, o que envolve diretamente a alocação de recursos físicos e materiais. No caso do crescimento interno, esta estratégia ajuda a preservar a cultura, eficiência, qualidade e imagem da organização.

  • Estratégia de Estabilidade na alocação de recursos:

A estratégia de estabilidade em primeiro lugar permite que a empresa concentre seus esforços administrativos nos negócios existentes, com o objetivo de aumentar suas posições competitivas. Em segundo lugar, os líderes da empresa podem perceber que o custo de acrescentar novas unidades de negócio pode ser superior aos benefícios potenciais, entretanto, a empresa pode abandonar esta estratégia em circunstâncias favoráveis ou, em condições menos favoráveis, uma estratégia de redução.

  • Estratégia de Redução na alocação de recursos:

As estratégias de crescimento e de estabilidade são geralmente adotadas por empresas que ocupam posições competitivas satisfatórias. Mas quando o desempenho das unidades de negócio de uma empresa é abaixo do esperado, ou, na pior das hipóteses, quando coloca a sobrevivência da empresa em jogo, estratégias de redução podem ser adequadas. A redução pode tomar a forma de “Reviravolta”, ou seja, tornar a empresa mais enxuta e eficaz; a forma de  “Desinvestimento” ou exclusão da unidade de negócio que não é está se adequando ao perfil estratégico da empresa através da venda desta unidade; ou a forma de “Liquidação” ou fechamento da unidade de negócio que está prejudicando a empresa.

Segundo Stoner & Freeman (1999) para institucionalizar as estratégias e implementá-las, o CEO ou líder da organização passa a maior parte do tempo desenvolvendo e orientando estratégias, logo seus objetivos e valores pessoais inevitavelmente moldam a estratégia organizacional e a definição de quais recursos e onde aplicá-los de forma mais eficiente e eficaz. O papel destes lideres na “formulação” das estratégias os torna especialmente importantes para a “implementação” nas mesmas, agindo como juízes finais quando os administradores e gestores discordam sobre a implementação das estratégias e alocação dos recursos.

 

REFLEXÃO PESSOAL

Concordamos com Oliveira & Marinho (2009) quando ele diz que os papéis e a as tarefas do líder são imensos, uma vez que se espera que ele seja estrategista, homem de ralações públicas, políticos, financista e exemplo moral e espiritual.

E de acordo com nossa experiência pessoal é também papel do Líder a atribuição de aumentar os lucros e diminuir a vulnerabilidade da organização.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bennis, W. & Nannus, B. (1985). Líderes: Estratégias para um liderazgo eficaz. Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica.

Chiavenato, I. (1999). Gestão de Pessoas: O Novo Papel dos Recursos Humanos nas Organizações. Rio de Janeiro: Editora Campus

Oliveira, J. F. & Marinho R. (2009). Liderança: Uma Questão de Competência. São Paulo: Editora Saraiva.

Parnell, J., Kroll, M. J. & Wright, P. (2000). Administração Estratégica: Conceitos. SãoPaulo: Editora Atlas.

Stoner, J. A. F. & Freeman, R. E. (1999). Administração. Rio de Janeiro: Prentice Hall do Brasil.

Kuazaqui, E. & Kanaane, R. (2004). Marketing e desenvolvimento de competências. São Paulo: Editora Nobel.

Yunus, M. (2008). O Banqueiro dos Pobres. São Paulo: Editora Ática.